O Copo Vazio

 

O copo vazio

A garrafa de tinto lacrada

Uma multidão de ninguéns para acompanhar

Amigos imaginários não bebem!

Não dançam, não falam e muito menos te fazem real companhia.

Eu não queria estar aqui

Queria estar onde os copos tilintam

Onde as vozes ecoam e as palavras amaciam o tanino

Hoje é páscoa afinal!

 

 

Radiola: Ando ouvindo Joe Cocker e Led Zeppelin

Vinil

 

Quantas lembranças cabem nos sulcos negros de um disco de vinil? Não perguntem ao tempo! Pois ele já se esqueceu.

Às vezes parece que todo mundo já se esqueceu. Até mesmo eu, voraz defensora da preservação e utilização dos mesmos, confesso que por descuido ou por vingança deixo-os muitos dias a vagar solitários na multidão inerte da estante.

Eles são tantos! E geralmente carregam mais lembranças do que esta pobre alma pode suportar. Quando da estante saem estão fadados a cruel destino, o de me lembrar que o tempo se esquece da gente e corre desgovernado pelas vielas da vida transformando tudo o que somos em passado instantâneo.

 

 

História do Vinil #1 – Harvest – Neil Young

 

Eu era uma adolescente dos anos 80 sedenta de novas experiências musicais. Passava muito do meu tempo nas lojas de disco conversando com os donos e freqüentadores destas. Especialmente da Musical Box onde sempre rolava altos papos sobre Rock’n Roll. Mas fora isso meus amigos curtiam Duran Duran  e  Man at work, bandas para as quais eu não dava a menor bola. Eu queria os anos de ouro do rock’n roll e foi aí que surgiu na minha vida um amigo do peito que me aplicou várias bandas me emprestando discos fabulosos que ele havia trazido do Rio de Janeiro. Esta cara é o Zé, José Ricardo Ferreira, o cara que um dia me emprestou Harvest do Neil Young. Ouvir Harvest e talvez Neil Young pela primeira vez foi sem dúvida Uma experiência inesquecível.

Valeu Zé!

 

Radiola: Harvest anda rolando por aqui à noite, mas escrevo estas linhas ao som dos Allman Brothers.




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