Ficções

Às vezes me pergunto o quanto de sanidade ainda me resta. Passo os dias indo e voltando de ficções. Esta mesmo, uma delas. Escrever talvez seja a obra prima das ficções, uma irrealidade sem tamanho, um orgasmo do subconsciente, uma fenda de esperança neste mundo caótico de realidades intangíveis. Seria esta mais uma prova circunstancial da minha loucura? O que fazer então? Se fujo do texto caio direto nos acordes embriagantes de Marigold ou pior já sou Marigold enquanto escrevo, mesmo sem ter a mínima idéia de quem esta seja ou tenha sido. É isto! Sou Marigold, Pennylane, Isolda e Macabéia. Sou tantas que pouco sobra tempo para me ser ou será que este Frankstein pós moderno seja o mesmo que eu. Serei eu formada pelas minhas ficções? Às vezes me pergunto o quanto de sanidade ainda me resta...

 

 

 

Update: Depois de ouvir a música um zilhão de vezes saquei que  Marigold não é uma moça é cravo de  defunto em inglês. Agora o texto ficou louco de vêz. (risos) 

 

Radiola: humm! Estou ouvindo Foo Fighters de novo, Skin and Bones.

 

Concertina Desafinada

 

Queria poder gritar aos quatro ventos a pungência das palavras não ditas. Mas tudo parece tão sem sentido quando vejo o tamanho do vazio que espreita a minha existência. Já sinto a falta do que eu ainda tenho. Ah! Palavras malditas! Não sufoquem o resquício de esperança que ainda conservo em minha alma. Esta é uma boa hora de deus fazer um milagre e provar para mim que ele existe de verdade, eu juro que passaria a escrevê-lo sempre com d maiúsculo como manda a cartilha. Droga! Não queria retomar a minha fé fazendo chantagem, mas que seja. Afinal o tempo passa como se ainda fosse ontem e ontem tínhamos muito mais tempo.

 

 

 

Radiola: Por aqui é tempo de Nirvana com Kurt, Krist e Dave colocando para fora alguns dos seus demônios no Unplugged MTV. Não é preciso dizer mais nada este álbum é um clássico. Deveria fazer parte do currículo escolar.

Sol, Verão, Ubú

Meu amigo Sérgio Fonseca do Papel de Pão adora me fazer lembrar que o Rio de Janeiro continua lindo mesmo eu não morando mais lá com sua fotos. Agora vou dar o troco, mostrando como o Espírito Santo é lindo também e aproveitando para fazer o convite das fotos de chapinhas de cerveja em terras capixabas. Para ele, para a moça Clandestina e para quem mais quiser se aventurar.

Radiola: O que anda tocando por aqui é o álbum Rather Ripped do Sonic Youth que foi lançado em 2006. Fantástico!

Da Série Moto Contínuo

...O que temos é uma cidade de espectros. Um caleidoscópio que gira alheio a nossa vontade, revelando olhares, polaróides, instantâneos perdidos no tempo e no espaço. Ao atravessarmos a metrópole muitas são as mensagens que nos invadem, uma infinidade de signos, uma superabundância de códigos, que se transformam ao olhar do espectador.

“O indivíduo contemporâneo é em primeiro lugar um passageiro metropolitano: em permanente movimento, cada vez para mais longe, cada vez mais rápido. Esta crescente velocidade determinará não só o olhar, mas, sobretudo o modo pelo qual a própria cidade e, todas as outras coisas se apresentam a nós." (Peixoto, 1995: 361)...

 

Radiola: O que anda rolando por aqui é o semi acústico do Foo Fighters: Skin and Bones da rebarba de 2006 em CD e DVD. Muito Bom! Principalmente o DVD.




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